Agora vai!

Eu agora — que desfecho!
Já nem penso mais em ti…
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci? – Mario Quintana

O corpo é mesmo uma máquina maravilhosa. Fico encantada com essa máquina, esse ser, essas possibilidades infinitas de existência, mas com mesma essência há tanto tempo!

Somos iguais em quase tudo, mas as paixões nos diferem drasticamente. As coisas pelas quais vivemos, distingue-nos, os homens então pertencem a classes, tem certa importância,  cultivam valores, vivem culturas… Em algo mais podemos sentir-nos únicos: na relação que temos uns com os outros. Agora, falo especialmente da paixão entre casais. Humanos, errantes humanos, sentindo coisas que só perfeitamente caberiam a alguma divindade: a liberação dos hormônios, processamento compulsivo de ideias, princípios como espinhos no instinto e os gostos compatíveis que nos fazem sentir menos estranhos, errados. Tudo isso causa sensações únicas, marcantes e que são um vício para alma. O apaixonado encontra o sentido de sua vida.

Em significativa parte das vezes que nos encontramos enamorados, caidinhos, a outra parte não corresponde ou não segue o script de fidelidade na reciprocidade de desejos e objetivos. O rompimento é sempre um terremoto. Algumas pessoas, tão cansadas da instabilidade, juram ter aprendido a dançar enquanto o chão treme, mas não é bem assim. É imprescindível que refinemos nossas companhias de acordo com as nossas intenções, mas nem assim estamos livres de surpresas desagradáveis.

Muitas vezes, nesse solo sujeito a catástrofes, constrói-se casebres, mansões, castelos e, de repente, tudo desmorona. Em um casamento, por exemplo, indissolúvel, é sempre preciso segurar firme na mão da outra parte e passar junto com ela a tempestade, mas em um namoro, há a possibilidade do fim definitivo, e se um dos lados não está disposto a entrar na briga pela relação, sobra para alguém as ruínas. Lá vem choro, medo, insegurança, na mesma intensidade do vício de gostar de alguém, vem a abstinência.

Sem desesperos, é preciso continuar. Dia a dia, progredindo na mudança de hábitos, de costumes, de vontades, de saudades. Sentir é sempre um milhão de vezes mais do que o escrever, mas, àqueles que nunca leem algo a motivá-los: agora vai! Agora vai sozinho, com outra pessoa, aprendendo coisas novas, voltando ao que se fazia antes, com as mudanças ou sem grandes novidades, é preciso ter consciência que o tempo não para e há um limite até que o sofrimento vire um desperdício de vida.

Obrigada por ler. Isso é tudo.

 

 

 

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