A secretaria é no coração

“Os cacos da vida, colados, formam uma estranha xícara.” Drummond.

 

Nossa alma deve ser cheia de compartimentos e cada coisa devidamente colocada em seu lugar, em seu tempo. Os fatos, principalmente, precisam ser desmembrados e todas as sensações que ele nos trouxe e traz, colocadas em seu devido lugar. Há a gaveta das coisas a não serem repetidas que comumente estão vazias, e o conteúdo que a ela pertence, fica em algum lugar inconveniente, tornando-se mágoa.

Esta postagem conversa muito pouco, mas não deixa de pedir um pouco de atenção a:

Poema inacabad

Tudo que acaba no meio
Sente falta do fim – nunca veio.
O papel almeja ser rasgado
O copo, despedaçado.
A lâmpada está acesa e
Os pratos ainda na mesa.

“Chega! Estou farto,
Ou mudo, ou parto.
Nunca mais esta história, o choro manso.
Por hoje não. Às mágoas, breve descanso.

Não me deixam sair (deste corpo), ancorado num falso porto,
Inicio, por isso, minha rebelião. Eu, semimorto,
Declaro guerra às lembranças! Beijos maliciosos
não me consolarão, nem vinho, nenhum poema enganoso,
Estou armado, carrego escudo e lança
Contra mim, inimigo meu, a esperança.” Flória V. XII. MMXV

Isso é tudo. Obrigada por ler.

 

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