O amor é uma borboletinha

Meu amor, que tão distante, se apresse em me encontrar
Porque agora já acabou
Aquela falsa esperança
De que eu não pudesse amar.

Quem o vir andando pelas ruas, em sua rotina
Diga-lhe que os dias por aqui estão azuis,
Já voam os passarinhos, o frio é aconchegante
E que nada tema, pois foram cruzadas as nossas sinas.

Quem o vir por aí, procurando não sei o quê
Dê-lhe meu endereço em qualquer rascunho
Faça esse favor, para pararmos de sofrer.
Os olhos, cegos, procuram em ”qualquer um”, aquele ”você”.

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O amor é uma borboletinha
Que de tão fragilzinha
Nem a posso segurar.

Tão sensíveis suas asinhas
(Como aquelas coisas que ele dizia
E eu não sabia acreditar)

Está livre a pobrezinha, na palma da minha mão
Se ficar é tão bem vinda, se for, me parte o coração.
Nosso elo não permitirá imprevistos.

Entre nós há um laço tão discreto
Resistente às dificuldades, como concreto
Mas às vontades facilmente se desfaz, e nunca mais te conquisto.

Colorida, minha avezinha, pia mais bonito que qualquer outro canto
Que receio o meu de que procure outro ninho, penso quando deito, esqueço quando levanto.
Em suas mãos também descanso serena, quero te ser leve.

Outros pousos já fizeram em minha mão, e esses amei. Alguns que de repente partiram, deles nada mais sei
Muitas vezes eu quem voei
E por isso aprendi a ficar, a voar junto. Sossegue.

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