Tarde

“Quando é que se diz jamais? No ímpeto!
Nenhum juíz há de julgar um detento,
Mas sabes que ninguém assinou a carta
(que não escreveste)
Sobre o fim daquele sentimento.

Não ousarei chamar esperança
Essa duvida que sonda meus versos.
Repentinamente já não sentias nada? Nunca chegastes a sentir!
Inconformada, protestei contra sua mentira, mas eu quem a quis.
Minha repulsa ao comum é covardia
Medo de que eu nunca mais perca a cabeça.
Pensei que seu olhar me lesse inteira
Nem eu mesma me via.

Agora, sim, sei que não estou
E talvez nunca esteja preparada,
para o ciclo do viver.
Não mais esperarei supresas
Aceito, agora, o trivial, o tão somente,
porque viver é

de repente.”

 

 

(Imagem por Sebastião Salgado)

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