Muito sério

Pensando bem, é terrível a falta de confiança que escraviza nossos corações. A insegurança está em tudo: nos sentimentos, nas vontades, nas decisões e até no vocabulário. Fiquei pensando em ”muito sério”. Se é sério, é sério. Convincente o bastante. Oras, se é convincente, é o bastante. Prostituímos as palavras.

Mesmo que eu entendesse ou tivesse crédito para abordar o assunto, não entraria em méritos de gramática e uso correto dos blá blá blá’s. Definitivamente não é sobre isso que quero tratar aqui.

Vasculhei alguns textos antigos (leia-se ”do mês passado”) e hoje me ocorreram momentos de pensar nisso: como as coisas são naturais e graduais. Para isso é que fomos feitos, acredito, para o que é natural e gradual. É lindo. É natural… Natural é… Natural!!!

Estamos em constante mudança, isso é… Natural! Há, obviamente, uma desordem que nos persegue. Algo que nos impulsiona a sermos artificiais. Robôs. Isso alastrou-se. Obvio também. Contra isso, lutamos diariamente. Nas batalhas enfrentamos medos, vontades, desejos, princípios, hábitos… Seja os nossos ou de outrem. Esse combate, então, tornou-se comum. Apesar disso, não é natural. Até esses pleonasmos que cometemos são frutos da nossa naturalidade misturada com a vontade de expressar alguma coisa que a gente não sabe a palavra exata pra descrever ou que precisamos fazer com que pareça o mais convincente possível.

Quero mesmo é focar nas coisas que são espontâneas. Como seria bom se pudéssemos assistir o surgimento da amizade que temos com aquela pessoa querida. Imagino como fosse um daqueles vídeos de flores desabrochando. Quão intenso seria ver o encaixe de seres de um casal que vive junto já há muitos anos. Impossível. As melhores imagens o tempo retém e é preciso sempre fazer novas.

Tinha o hábito de me envergonhar do que escrevia antes, do que dizia antes, do que fazia antes, do que pensava antes. Hoje, só hoje, É MUITO SÉRIO, eu vou dizer: tudo bem. Tudo bem, pra mim mesma, pelas coisas que eu não gosto. E agora vou fazer coisas novas. Sem grandes decisões. Vai ser uma agenda cheia de espontaneidade. Isso não tem nada a ver com superação, perdoar a si próprio, auto-estima e essas palavras-chave de revista feminina. É só uma coisa que pensei hoje. Tudo bem se amanhã eu voltar a ficar decepcionada com as coisas decepcionantes.

 

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