Delicado!

De repente, quando se vê, já se está no mundo complexo e sensível das mulheres. Um emaranhado. Um oceano de sentimentos, ideias, vontades, emoções, decisões e mil outras coisas, mas  intransnadável para os homens.

Quando eu era menor assistia novelas. Via o que chama-se de “Mulher Poderosa” e isso parecia muito atraente. Aquela que é dona do seu próprio nariz, bem sucedida, decidida, linda e independente. Esteriótipo, sim. Com o tempo, nunca mais assisti novelas, mas ainda vi e ouvi bastante sobre essa mulher “livre”.

Ser mulher é: incontáveis gestos e pensamentos; mas muitas delas estão sendo esquecidas. Minhas referências de mulher nada tem a ver com as mulheres “fortes” das propagandas, novelas, filmes pão e circo e mídias em geral. As referências são, oras, A mulher, as próprias mulheres do meu convívio e a personificação do conjunto de ideias que me vêm a cabeça quando penso em que parte de mim quero me tornar.

A mulher é uma obra prima. É verdade. Foram-me apresentados modelos do que supostamente seria a verdadeira mulher, que sequer parece uma mulher. Objetivamente desprezei, aquele ideal de ser humano chega a animalizar a existência.

Achei que esse negócio de “tipos de mulher” estivesse bem resolvido para mim. Até que me deparei com  outro tipo de mulher, AQUELE TIPO DE MULHER.  Aquele ideal. Aquele das novelas, dos filmes, aquela mulher que usa uma saia colada, um blazer, saltão, uma maquiagem cara, tem cabelos e unhas impecáveis. Aquele tipo, do primeiro paragrafo desse texto. Fui muito bem ensinada que, quando a menina de camiseta larga e calça de pijama se depara com uma MULHER DESSAS, fica abobada. Deseja mais que tudo aquele cabelo brilhante e hidratado, sabe que essa mulher sai com caras que essa menina nem terá coragem de ter interesse. Parece até que estou descrevendo um filme que a gente assiste sem querer, pulando os canais. Ou o oposto, a menina é tão segura de sua aparência alternativa que despreza infinitamente o tipinho capa de revista.

Nem preciso dizer que isso é ridículo. Ridículo: uma palavra banalizada, mas que exprime totalmente a sensação que tenho em relação a isso. Também não quero colocar a moleca de pijamas como a “verdadeira mulher, liberta de padrões”, apenas ressaltar que tudo isso é aparência. Inclusive, só descrevi essas mulheres por suas aparências até agora. Não farei mais isso, portante.

AQUELE TIPO DE MULHER pode ser tanto uma pessoa muito boa, que tem princípios, que se respeita, se valoriza ( sobre dignidade), mantém relacionamentos saudáveis e tudo mais, quanto uma pessoa vazia, egoísta. Já a menina, que “só sabe sentir inveja”, pode ser igualmente boa ou ruim, como a primeira.

Em suma, a aparência é vendida como o todo e não é bem assim. A parte tudo isso, acredito que a mulher tem que se realizar em sua essência, em sua natureza e com suas habilidades próprias, peculiares, mas nunca deixar de ser mulher.

Isso não quer dizer que a aparência não diga nada a respeito das pessoas, porque diz muito. O cartão de visita diz muito sobre o bom gosto do profissional. A roupa diz que, por algum motivo, a pessoa escolhe se vestir assim para causar -ou não- uma impressão em quem a vê. Na maioria das vezes, a intenção é inconsciente. Mas não passa de 1% do que as pessoas são.

Talvez, pensando nisso, eu possa me arrumar com mais capricho para algumas ocasiões, sem receio de ser um outdoor de um projeto de vida e, em outro plano, me preocupar menos em outras ocasiões, sem me importar se fulano ou ciclano já me viram com essa calça.

 

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