Lápis automático

Se minhas mãos soubessem desenhar, eu não mais escreveria.
Se minha voz fosse urro, eu nada esconderia. Honestamente, pontuadamente, sem timidez.
Se meu corpo dançasse, corresse, pulasse, tremesse…
Pouparia o papel de cansativas estrofes.

Hoje ainda sou as palavras:
Conjugação impulsiva,
Advérbios medíocres
E sujeitos ocultos
Indeterminados.

Qualquer hora eu aprendo, (ô se vou!)
A me expressar com uma clareza
Que há de iluminar o breu
Da alma inexpressiva.

Quanta palavra a toa
Disposta em verso
Só pra tentar explicar
Que não consigo entender
Isso tudo.

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