Alfinete

Nao quero a perfeição para o eu,
Quero a perfeição para mim.
Almejo os altos níveis, não visíveis
de minha alma vagabunda, que cativa o breu

Disciplina, ordem, postura e não!!!
São para os refinados ouvidos deste século, debruçado
Como um metal perfurando o tímpano, afiado,
Como uma flecha transpassando o ventre de um corpo que não vai ao chão.

Eu, detentora de mim -percebi-
Escolho meus senhores,
Como escolho meus sapatos, pelo que vi:
Cor, discurso e calor.

Nada, nada sei, e quanto mais aprendo, menor fico
Sinto-me cada vez mais livre e a liberdade como um castigo.
Torno-me eu quanto menos me entrego
Às minhas doces vontades

Falta-me valentia! Não para dizer “eu sei”,
Mas para assumir que sou cega, que sei que sou nada
Mas, clichê, sei que quase nada sei,
E, justamente aí, a prepotência reina.

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3 comentários sobre “Alfinete

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