Ah, é você!

A maneira com que falamos com as pessoas é fundamental para o nosso bem estar e o delas. Não mais importante que isso é: o que dizer a elas. Ainda acima desses itens, está o ponto fundamental da reflexão que virá: por que falar com elas?

Eu não saberia escrever sobre a necessidade de comunicação das pessoas, é assunto muitíssimo delicado, pelo que pude ver e também pelas frustradas tentativas de dissertar sobre o tema. Apesar disso, é notável que as palavras têm valor e sentido diferentes em cada época e muda também por mil e uma variáveis. Trazendo a ideia de valor das palavras para um âmbito mais intimista, é possível, até, entender um pouco mais sobre si.

Um exemplo repetitivo, mas verdadeiro, é o do ”Eu te amo”. Para cada um o amar tem um peso diferente, um sentido diferente, e, ainda assim, Eu Te Amo é uma frase universal, que une pessoas em diversas ocasiões apenas pelo sentimento bom que ela expressa. Por outro lado há a banalização, que é inevitável, mas não um problema para a comunicação, já que a intensidade do que se sente não é transmitida tão somente pelo significado bruto de palavras exatas, mas da junção de palavras adversas formando um contexto significativo para quem elas são destinadas.

Apesar da introdução pouco metódica deste texto, o que realmente me chama atenção e que é relevante, ao meu ver, é a baixeza na demonstração de sentimentos por meio das palavras. Seja no exagero, que é o mais comum nas redes sociais, ou nas palavras que quase não dizem nada, rotina nas declarações das pessoas menos afetuosas.

É justo que guardemos as demonstrações de sentimentos profundos, apenas para aquelas por quem nutrimos sentimentos verdadeiramente profundos. Aí é que está! Ninguém se declara para alguém que não gosta, mas é possível que esteja ”medindo” errado o afeto. Popularmente: aquela colega que encontra o amor de sua vida de tempos em tempos. Não é maldade, é ingenuidade! É o não entender o que é o amor, um processo, e correr o risco de acabar desacreditando nele sem ao menos tê-lo conhecido.

Nada é mais precioso do que a alma, do que o coração, do que o corpo.  Assim como o corpo tem necessidades, a alma também as tem: fome e sede.Não  fome de ego, de declarações superficiais, de uma segurança de status perante a sociedade; tem  fome de Verdade, coisa intangível para dissertações e declarações.

Não há uma regra que exija textos grandes para a pessoa amada, palavras de reciprocidade para quem demonstra afeto por nós, aceitação ou concordância nos sentimentos. Não é necessário corresponder, apenas ser honesto. Honestidade consigo, com os familiares, amigos, colegas e quaisquer pessoas com quem seja preciso conversar, pois isso sim faz com que haja transparencia, com que os sentimentos sejam transmitidos, com que as almas se comuniquem. Poucas e firmes palavras bastem.

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