Então

Imagino quão confuso deve ser não ter um ponto fixo para mirar e conseguir manter o equilíbrio. Sinceramente, volta e meia me deparo com a escolha entre acreditar num sentimento ou esmagá-lo. As paixões são dramáticas e se expulsas, se feridas, se contrariadas, causam no coração uma dor aguda, uma sensação de revolta. Porém quando se cansam, saem com pompa e circunstância, ignorando que um dia regeram pensamentos e atitudes por longos períodos de turbulência no coração de quem as abriga.

Tomar uma decisão que causará um esmagamento de um amor carnal ou afetivo sempre é uma tarefa dolorosa e dificil de ser levada a fio. Parabéns aos que conseguem resistir, mas muitos de nós tem o coração mole, esparramado, e a qualquer impulso que alivie a pressão de ter que tomar uma atitude racional, faz com que a voz interior que previne o sofrimento vá se tornando inaudível.

Não se pode viver com medo de gostar, de se encantar, de se deixar ser gostado, mas é preciso manter ativa na cabeça a ideia de que só devemos buscar aquilo que precisamos definitivamente e não o que parecemos ferozmente ansiar por alguns dias ou até alguns anos. As vontades e paixões se vão, fica só o que foi feito, o que foi decidido, o que foi vivido. Os desejos são escritos a lápis.

 

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