Desfigura

Tudo o que eu queria escrever
É um poeminha para você
Que te lembrasse de um instantinho
-Já que há belezas que não se vê-
De tudo aquilo um dia dito
E agora perdido no por quê.

Ainda tenho seu número naquele rascunho
E sei de cor seu endereço
Não ligo porque não devo.
Ah! Mas se o fosse o caso de haver apreço
Em dois pulos aí estaria.
Dessa distância, qual o preço?

As lembranças, pouco conveniente
Na hora do sono vêm a tona
Paisagens surrealistas, faces desfiguradas e… nós dois!
Quando eu tiver coragem, de mochila e carona
Irei a tantos lugares, alguns que nem comentei
Poucas vezes ouço a alma teimosa e mandona.

E que cansaço no fim dos versos
Mais uma vez minha mão escreveu
Tudo que eu queria esquecer
Um poeminha com preguiça, todo seu
pra descansar das lutas, das metas
fazer acontecer tudo aquilo que simplesmente não deu.

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4 comentários sobre “Desfigura

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