Samedi 

Está a minha frente 

uma pilha
Um amontoado do que foi se acumulando

Dia a dia, pouco a pouco 

Desde o dia em que cheguei.
Há algum tempo, reconheço,
Eu a quereria escalar. 

Posso até ter, num impulso, tentado.

E assim que sai do chão, 

foram para baixo rosto e mãos.
Busquei quem me ensinasse de bom grado e por amor

Enfrentar o monte. 

Acabei por dar a mão a um braços-fortes

E nos convenci de que era justo que me ajudasse
Pulamos juntos na face do problema

E juntos nos machucamos. 

O escombro ficou maior e furioso

Tive que me esconder e recuperar.
Há algum tempo estatico

O entulho me encarou

Deixou escapar que era todo

de coisinha em coisinha.
Foi então que eu levantei

Armada, disposta e protegida

E como um Rei Artur com o Excalibur

Tirei o empecilho mais proximo e superficial:

A preguiça.

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