Shalom!

Se tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando, falei muitas vezes como um palhaço mas jamais duvidei da sinceridade da platéia que sorria. -Charles Chaplin

E, para mim, começa com essa frase a reflexão do que é o perdoar. Um assunto extenso e que se fosse pauta para todos, evitaria a terceira guerra mundial. Para nós, que somos católicos, o perdão é o motivo de nossas vidas. Não somente dar o perdão, mas porque fomos perdoados é que vivemos com a segurança de sermos acolhidos depois da vida terrada. Mas o publico dessa postagem não é necessariamente católico, então, por que mencionar? Para anunciar que aí vem uma novidade- ou um lembrete: somos capazes de amar! Todos nós, por sermos humanos, temos capacidade de amar. Direito intrínseco a todos que são de natureza humana.

Falar em amor pode soar como aquele vuco-vuco que o Lenine canta: aquilo que pega de jeito, te dá um sacode pra lá de além, que o mundo gira, estremece, que o caos acontece e não poupa ninguém. Não é a ele que me refiro, afinal, essa é a paixão. O amor é a capacidade que temos de nos sacrificar pelo outro. Afinal, o instinto natural é proteger-se de qualquer dano, mas quando amamos somos capazes de escolher o caminho mais dificil e tortuoso. Temos, infelizmente, ignorado que um desses duros caminhos chama-se perdão

Afinal, perdoar não é esquecer ou relevar, nem deixar para depois. É, superficialmente falando, suportar. E suportar um peso não nos deixa mais fortes? Muitas vezes não é sequer entender, porque  a pessoa a ser perdoada pode não reconhecer que precisa ser perdoada.

Olhar para uma situação e não sentir mais dor porque ali houve perdão, porque o amor -por si ou pela outra pessoa- falou mais alto que o erro dela, não é um clique magico que acontece quando se diz: “eu perdoo!”. É uma gotinha que cai cada vez que se DECIDE perdoar. Até que o tratamento acabe e aquela ferida cicatrize.

Perdoar, por outro lado, envolve odiar. Sim, odiar. Repugnar com todas as forças a atitude que machucou. Seja a traição, o abandono, as palavras, a crueldade… E perdoar o autor daquele ato por tê-lo feito, porque ele foi o agente mas não o ato em si.

Deixar de sofrer por algum acontecimento é um favor que se faz a si, podendo descansar o coração e prepara-lo para boas e novas experiencias. Poder olhar para aquele acontecimento sem sentir agonia ou vergonha é a maior e mais gratificante experiencia do amor, a melhor parte do ser -como verbo- humano.

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