Enchente

A minha memória fraca

As minhas mãos duras

A demorada resposta do corpo

Às ideias tão maduras
Tudo que restou dos pulsares dos relógios

É um corpo quase ativo

Alumiado por olhos esquivos

Feito todo para servir.
Alma escrava, agora sei

Não é para o ápice nem para o resquício

Qualquer um que nessa casa adentre

Provará do chá do meu sacrifício.
Cada coisa tem sua função

Boca, ouvidos, olhos, as mãos e seus braços

Servem oara o mesmo fim

Fazer a alma alargar espaços. 
Porém, no domingo, com rosto abatido

Sem enfeites ou caridade que me mova

Nao olharei ferida alguma, nem ouvirei voz que grita

É dia de sangrar a tristeza que me visita

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