Michelangelo

Não guardei minha alma nem a escondi

Tudo a meu favor conspira

Olhe por si, ela aqui está

Pálida e sonolenta, mas respira.

Esqueci o que são os olhos,

Como se bebe agua, como se despir

Da roupa tão suja e moldada ao corpo

Depois de tantas horas imóvel a existir.

Consigo mexer os braços normalmente

Aquecer o corpo, sempre gelado,

Dizer o necessário

Para defender o sentimento cansado.

Mãos, bocas, pernas e pêlos

Coisas que não falam nem sussuram

E nem deveriam porque

Gosto do silêncio que urram.

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